Setembro Amarelo Todos pela vida! Prevenção ao Suicídio! Campanha sobre a Valorização da Vida! Viver é a melhor opção!

 

 

 

Setembro Amarelo


Todos pela vida! 

 

 

O Setembro Amarelo é uma campanha sobre a Valorização à Vida!

Sobre saber ouvir, não julgar, ter empatia e ser ombro para quem amamos e para nós mesmos.

 

 

O mês de setembro é dedicado mundialmente a um movimento de conscientização sobre o suicídio. O dia 10 de setembro é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, iniciativa da Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e da Organização Mundial de Saúde, com a finalidade de fazer com que países adotem estratégias de enfrentamento ao assunto.

 

Sob a luz do Espiritismo, o suicídio é um ato contra a Lei de Deus. “O suicídio voluntário é uma transgressão da lei divina”, afirma a resposta à questão 944, de O Livro dos Espíritos. Por isso, A Editora e Distribuidora Chico Xavier, juntamente com o GEEB - Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo  integra esta campanha visando amparar, acolher e orientar a todos, encarnados e desencarnados, sobre a importância de valorização à vida e de combater esta doença.

 
 
 

 

 
 
 
 
 

A valorização da vida é um princípio da Doutrina Espírita. O GEEB - Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo oferece formas de ajuda e orientação para quem pensa suicídio mas temem em falar. A Casa de Eurípedes oferece ainda acolhimento para familiares e amigos que conheçam ou se relacionem com pessoas que cometeram tal ato. Palestras, aconselhamento, atendimentos fraternos, tratamentos espirituais e grupos de estudos. São atividades que contribuem para busca do autoconhecimento, equilíbrio e autoamor.

 

Conheça melhor os tratamentos espirituais oferecidos pelo GEEB - Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo

 
 
 
 

Centro de Valorização da Vida - CVV

 

Além dos profissionais da área da saúde mental, você pode contar também com a ajuda dos voluntários do CVV. Para combater os números alarmantes reportados pela OMS,  o Centro de Valorização da Vida – CVV, recomenda que falar é a melhor solução, frase que o movimento utiliza como lema em suas campanhas. O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. 

 

Para falar com um dos voluntários basta ligar 188 ou entrar no site cvv.org.br, onde estará disponível o chat para conversa, além do e-mail setembroamarelo@cvv.org.br.

 

 

 

A Origem do Setembro Amarelo

 

 

A origem e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. 

 

Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida.

 

No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país.

 

Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

 

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.

 

 

 

Se precisar, peça ajuda!

 

 

O que era “tabu” a algum tempo atrás, tornou-se um tema recorrente em rodas de conversa, palestras e reuniões familiares. As doenças de cunho emocional, finalmente, estão deixando de se tornar um tabu e, portanto, são levadas cada vez mais a sério. 


No entanto, não é todo mundo que entende como cuidar desse aspecto de nossas vidas da melhor forma, especialmente porque ainda sentimos resquícios culturais do tipo: “homens não choram”, “isso tudo é frescura”, “é só levantar da cama e sorrir”, entre outros. 

Além disso, pode até parecer absurdo, mas muitas pessoas (e seus parentes/amigos mais próximos) não sabem dizer se estão deprimidas ou ansiosas, ou se estão somente passando por uma fase “ruim” que, eventualmente, “vai passar”. A grande questão é que, muitas vezes, não passa. E tudo bem. 

E em homenagem a campanha do Setembro Amarelo, preparamos um passo a passo de como cuidar da sua saúde mental. 

 

 

1º passo: Como saber se você, ou alguém próximo, está passando por um problema de saúde mental?

 

A maior diferença entre uma tristeza comum e/ou forte, porém eventual (como no caso de perdas, separações etc), para a depressão e outras doenças associadas a ela, é o fato de que a última compromete 100% do estilo de vida de uma pessoa. E não, isso não é um exagero. 



Pacientes deprimidos são aqueles que deixam de apreciar coisas que, antes, lhe eram muito prazerosas. Além disso, eles se sentem frequentemente cansados e indispostos, e a sensação de tristeza é contínua. 



Pensando em sintomas ainda mais físicos, podemos citar as famosas alterações no apetite (que podem variar para muita, ou pouca fome) e no sono (querer ficar deitado na cama o dia todo, ou simplesmente não conseguir dormir). 



Por fim, quando o quadro está um pouco mais avançado, a pessoa pode sentir dores no corpo (na maioria das vezes, tensionais), ou ainda uma sensação de aperto no peito. Ela costuma, também, ter dificuldade para se concentrar, ou tomar alguma decisão (e, quando consegue, tende a se sentir culpada por isso).

 

 

2º passo: Entender que saúde mental não se resume apenas à depressão

 

Vale ressaltar que a depressão pode ser tanto uma doença de fato, quanto o sintoma de outras condições psiquiátricas. Para se ter ideia, a maioria dos transtornos de ansiedade (fobias, obsessividades, síndrome do pânico, estresse pós-traumático etc) costumam deixar a pessoa deprimida. 

 

Sendo assim, quando pensamos em cuidados com a saúde mental, o principal ponto é entender que qualquer sentimento e atitude que fuja daquilo que é “normal” da sua personalidade pode ser uma bandeira vermelha.  

 

Basta questionar coisas do tipo: “eu costumava me sentir tão nervoso(a) assim antes de sair de casa?”, “a vida deixou de fazer sentido? Qual é o meu papel aqui? Ninguém se importa comigo”, “eu sempre dormir tanto assim, ou tive tanta dificuldade para me divertir com algo?”.

 

 

3º passo: Procurar por ajuda

 

Entenda uma coisa: colocar “como saber se estou deprimido” no Google e checar as coincidências entre o que você está sentindo e a lista gigantesca de sintomas daquele artigo específico não é um diagnóstico. Da mesma forma que, seguir as instruções de “como ficar bem” não é um tratamento. 

 

Se após um evento traumático, ou até mesmo do dia para a noite, você começar a se sentir cada vez menos parecido consigo mesmo (ou notar isso em outra pessoa), procure por ajuda. Peça por recomendações de psicólogos, psiquiatras, grupos de apoio, terapia e vá em frente. Ninguém precisa sofrer sozinho, e pedir ajuda não é um sinal de fraqueza.

 

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

 

Para falar com um dos voluntários basta ligar 188 ou entrar no site cvv.org.br, onde estará disponível o chat para conversa, além do e-mail setembroamarelo@cvv.org.br.

 

 

 

 

O SUÍCIDIO NA VISÃO DO ESPIRITISMO

  

 

Na visão do espiritismo, em nenhuma hipótese o suicídio representa alívio ou solução para os problemas. Pelo contrário, agrava-se a situação de quem, pelos mais variados motivos, desperdiçou a oportunidade de aproveitar a existência para avançar na linha evolutiva. Para a doutrina espírita, o desligamento do corpo de um suicida ocorre de forma muito dolorosa.

 

Na obra clássica “Memórias de um suicida”, romance emblemático psicografado pela médium brasileira Yvonne do Amaral Pereira e cuja autoria é atribuída ao escritor português Camilo Castelo Branco, é mostrado que o sofrimento do suicida não se encerra na sua morte. Se arrasta por anos a fio, às vezes por séculos, e não termina senão com uma reencarnação repleta de sofrimentos causais e dolorosa limitação física. O suicida encontra dificuldades em se afastar do corpo físico logo após o desencarne, gerando grande aflição, pois sofrerá as impressões do que venha a acontecer ao cadáver durante o processo de decomposição da matéria orgânica.

 

A leitura que a doutrina espírita faz do suicídio é bastante abrangente. Como professa a não existência da morte, ou seja, que o espírito continua vivo do lado de lá, corrobora o fato de que   a pessoa que pratica o autoextermínio acredita erroneamente que vai acabar com todo o sofrimento que lhe aflige, mas isso não acontece. O primeiro grande choque se dá quando o suicida percebe-se vivo, descobre que a morte não existe e que a dor que o afligia foi potencialmente agravada pelas consequências de seu ato. Para quem procurava uma solução, o desapontamento é evidente.

 

Existe ainda uma outra forma de autoextermínio, que o espiritismo denomina de suicídio indireto, que é menos conhecida, como a dependência de fumo e álcool. Suicídio é também tudo que se faz conscientemente para apressar a extinção das forças vitais. Quando o indivíduo compromete a integridade do organismo, precipita consequentemente o seu retorno ao mundo espiritual.

 

Segundo o livro “Nosso Lar”, psicografado por Chico Xavier, o espírito de André Luiz desencarna mais cedo que o previsto por complicações causadas pelo tabagismo, pela bebida e pelas noitadas. De acordo com a obra, ele passou oito anos padecendo no umbral pela culpa de ter consumido suas preciosas energias vitais de forma tão displicente e irresponsável.

 

Entre os agravantes do suicídio está o fato de o indivíduo, quando retornar à Terra em novas reencarnações, terá que passar por expiações aflitivas. Joanna de Angelis, no livro “Após a Tempestade”, cita essas consequências: “Aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com a idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento, reaparecem, com os processos da paraplegia infantil; os afogados, com enfisema pulmonar; os mortos com tiros no coração, cardiopatias congênitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos, sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres”.

 

 

 

O QUE FAZER E COMO AJUDAR


 

Mas o que podemos fazer para ajudar as pessoas com tendências suicidas? Caso note alguém próximo a você com mudanças no comportamento, exibindo algum dos fatores de risco, como abuso de álcool ou drogas, por exemplo, ou percebe que a pessoa está muito pessimista e desesperançosa em suas falas, o ideal é conversar com ela sobre isso. Fale abertamente sobre o assunto com essa pessoa, mostre que você está interessado. Isso fará com que o pensamento suicida não seja um enorme peso na mente da pessoa. E finalmente, ofereça ajuda, marque uma consulta com um profissional especializado, vá junto, leve a pessoa para que ela se sinta mais confortável em ter alguém de confiança por perto, informe o que se passa a amigos e familiares se for necessário, para que eles também possam dar esse suporte. Muitas pessoas que têm oportunidade de conversar sobre a ideia de se matar percebem que existem saídas melhores e não transformam o pensamento em ação.

 

Não subestime o poder de uma simples conversa que pode ser oferecida. Ter alguém que demonstre sincero interesse, preocupação e que ajude a encontrar saídas alternativas pode fazer o suicida desistir da morte, mesmo que temporariamente. Isso já dá tempo o suficiente para que se consiga ajuda especializada de profissionais da saúde. Estatísticas apontam que dos que morrem por suicídio, 60% nunca se consultou com um profissional de saúde mental ao longo da vida. Talvez, se tivessem passado por um profissional da área, pudessem ter sido salvos. É importante que estejamos preparados para detectar esses casos e proporcionar auxílio, encaminhando para ajuda profissional.

 

E se você conhecer alguma pessoa passando por algum momento difícil, é bom buscar saber como ela está lidando com isso. Muitas vezes pode parecer que a pessoa lida bem, mas em seu íntimo há uma grande confusão e sentimentos que não conseguem ser expressados ou compreendidos. Por isso o simples ato de buscar saber como a pessoa está passando por essa fase pode ser libertador e preventivo. Se ela estiver lidando bem com isso, ótimo, ela ainda viu que você se importa, não foi negativo se importar. Mas se ela estiver lidando mal você pode ser o apoio que ela precisava.

 

 

 

 

Portanto, toda ajuda é bem-vinda para evitar o mal maior. Para isso, é importante que se tomem as seguintes medidas:

 

  • Campanhas em centros espíritas, igrejas, empresas e escolas que problematizem o assunto, de forma leve que desconstrua tabus e facilite a prevenção.

  • O incentivo à promoção da saúde mental pública, com grupos de autoajuda nos centros, escolas, associações e outros espaços públicos.

  • Ajudar no controle e regulamentação do acesso aos métodos de suicídio mais utilizados (armas, pesticidas, raticidas, etc).

  • Utilizar a mídia para campanhas preventivas e não para apenas veicular tentativas de suicídio, tratando o tema de forma sensacionalista.

  • Evitar enfatizar apenas métodos empregados por suicidas ou fatos e cenas chocantes, que podem causar horror e reforçar o tabu. O ideal é falar sobre o assunto de forma leve, sempre trazendo à tona meios de prevenção.

 

 

 

Se você conhece alguém que esteja passando por uma situação difícil que pode levá-lo a cometer tal ato,  aproxime-se dela com carinho, sem pressionar para que ela reconheça em você um canal aberto ao diálogo! E se, caso esteja passando pela sua cabeça ideias de auto destruição, não guarde isso para si. Divida essa carga com uma pessoa de confiança e procure ajuda.

 

O suicídio NUNCA é uma solução. Viver é a melhor opção!

 

 

 

 

QUESTÕES DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 

 

Questão 943.

 

De onde vem o desgosto pela Vida que se apodera de certos indivíduos sem motivos que o justifiquem?

 

“Efeito da ociosidade, da falta de fé e, muitas vezes, da saciedade. Para aquele que exerce suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a Vida se escoa com mais rapidez. Suporta as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais age tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que o espera”.

 

 

Questão 944.

 

O homem tem o direito de dispor da sua própria Vida?

 

“Não, somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão da Lei Divina”. 

 

 

Questão 952.

 

Comete suicídio o homem que perece vítima do abuso de paixões que ele sabia que iriam apressar o seu fim, mas às quais não lhe foi possível resistir, porque o hábito as transformou em verdadeiras necessidades físicas?

 

“É um suicídio moral. Não compreendeis que, nesse caso, o homem é duplamente culpado? Há nele falta de coragem, bestialidade e, além disso, esquecimento de Deus”.

 

 

Questão 952-a.

 

Será mais ou menos culpado do que o que tira a própria Vida por desespero?

 

“É mais culpado, porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio. Naquele que o faz instantaneamente, há, por vezes, uma espécie de desvario, que tem alguma coisa da loucura. O outro será muito mais punido, porque as penas são sempre proporcionais à consciência que se tenha das faltas cometidas”. 

 

 

 

Suicídio Segundo Emmanuel

 

 

 

No suicídio intencional, sem as atenuantes da moléstia ou da ignorância, há que considerar não somente o problema da infração ante as Leis Divinas, mas também o ato de violência que a criatura comete contra si mesma, por meio da premeditação mais profunda, com remorso mais amplo.

 

Atormentada de dor, a consciência desperta no nível de sombra a que se precipitou, suportando compulsoriamente as companhias que elegeu para si própria, pelo tempo indispensável à justa renovação. Contudo, os resultados não se circunscrevem aos fenômenos de sofrimento íntimo, porque surgem os desequilíbrios consequentes nas sinergias do corpo espiritual, com impositivos de reajuste em existências próximas. 

 

É assim que, após determinado tempo de reeducação, nos círculos de trabalho fronteiriços da Terra, os suicidas são habitualmente reintegrados no plano carnal, em regime de hospitalização na cela física, que lhes reflete as penas e angústias na forma de enfermidades e inibições. Ser-nos-á fácil, desse modo, identificá-los, no berço em que repontam, entremostrando a expiação a que se acolhem.

 

Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.

 

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas, que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive a mutilação e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e a loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma.

 

Junto de semelhantes quadros de provação regenerativa, funciona a ciência médica por missionária da redenção, conseguindo ajudar e melhorar os enfermos de conformidade com os créditos morais que atingiram ou segundo o merecimento de que disponham.

 

Guarda, pois, a existência como dom inefável, porque teu corpo é sempre instrumento divino, para que nele aprendas a crescer para a luz e a viver para o Amor, ante a glória de Deus.

 

XAVIER, Francisco Cândido. / Emmanuel - Religião dos Espíritos. Cap. 48. - FEB Editora

 

 

 

 

CONSEQUÊNCIAS DO SUICÍDIO

 

 

O suicídio, independentemente da forma como se manifesta, sempre produz sofrimentos no curto, médio ou longo prazo, em ambos os planos da Vida: o espiritual e o físico

 

 

 

QUESTÕES DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS

 

 

Questão 956.

 

Aqueles que, não podendo suportar a perda dos entes queridos, se matam na esperança de se juntarem a eles atingem o seu objetivo?

 

“O resultado que colhem é muito diverso do que esperavam: em vez de se unirem ao objeto de sua afeição, dele se afastam por mais tempo, já que Deus não pode recompensar um ato de covardia, nem o insulto que lhe fazem ao duvidarem da sua providência. Pagarão esse instante de loucura com aflições ainda maiores do que as que pensavam abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam” (934 e seguintes).

 

 

Questão 957.

 

Quais são, em geral, com relação ao estado do Espírito, as consequências do suicídio? 

 

“As consequências do suicídio são muito diversas. Não há penas fixadas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o produziram. Há, porém, uma consequência à qual o suicida não pode escapar: o desapontamento. Ademais, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”.

 

 

 

Comentário de Allan Kardec

 

 

A observação mostra, realmente, que os efeitos do suicídio não são idênticos. Há, porém, os que são comuns a todos os casos de morte violenta e que resultam da interrupção brusca da Vida. Isso se deve principalmente à persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, já que esse laço se encontra em todo seu vigor no momento em que é rompido, enquanto na morte natural ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes mesmo que a Vida se haja extinguido completamente.

 

As consequências desse estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, sucedendo um período de ilusão em que o Espírito, durante mais ou menos tempo, julga pertencer ainda ao número dos vivos [encarnados]. A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o Espírito, que assim sente, à sua revelia, os efeitos da decomposição, fazendo-o experimentar uma sensação cheia de angústias e de horror, estado que também pode persistir pelo tempo que devia durar a Vida que foi interrompida.

 

Esse efeito não é geral, mas, em caso algum, o suicida se livra das consequências da sua falta de coragem e, mais cedo ou mais tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. É assim que certos Espíritos, que haviam sido muito infelizes na Terra, disseram ter-se suicidado na existência anterior e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação.

 

Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, lhes é interdito. Na maior parte deles, é o pesar de haver feito uma coisa inútil, que só redundou em decepções. A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às Leis da Natureza.

 

Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a Vida. Mas por que não se tem esse direito? Por que o homem não é livre para pôr termo aos seus sofrimentos? Estava reservado ao Espiritismo demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta apenas por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes é o contrário que se dá. Não é pela teoria que o Espiritismo nos ensina isso, mas pelos fatos que ele nos põe sob as vistas.

 

Allan Kardec

 

 

 

PREVENÇÃO ESPÍRITA DO SUICÍDIO

 

 

São ações de apoio usualmente disponibilizadas no Centro Espírita, como prece, passe, estudo, trabalho no Bem, diálogo fraterno, esclarecimento doutrinário a Espíritos obsessores, entre outros.

 

 

 

 

Prevenção Contra o Suicídio Segundo Emmanuel

 

 

Quando a ideia de suicídio, porventura, te assome à cabeça, reflete, antes de tudo, na infinita bondade de Deus, que te instalou na residência planetária, solidamente estruturada, a fim de sustentar-te a segurança no Espaço Cósmico. Em seguida, ora, pedindo socorro aos Mensageiros da Providência Divina. Medita no Amor e na necessidade daqueles corações que te usufruem a convivência. Ainda que não lhes conheças, de todo, o afeto que te consagram e embora a impossibilidade em que te reconheces para medir quanto vales para cada um deles, é razoável ponderares quantas lesões de ordem mental lhes causarias com a violência praticada contra ti mesmo. 

 

Se a ideia perniciosa continua a torturar- -te, mesmo que te sintas doente, refugia- -te no trabalho possível, em que te mostres útil aos que te cercam. Visita um hospital, onde consigas avaliar as vantagens de que dispões, em confronto com o grande número de companheiros portadores de moléstias irreversíveis. Vai pessoalmente ao encontro de algum instituto beneficente, a que se recolhem irmãos necessitados de apoio total, para os quais alguns momentos de  diálogo  amigo se transformam em preciosa medicação.

 

Lembra-te de alguém que saibas em penúria  e busca avistar-te com esse alguém, procurando aliviar-lhe a carga de aflição. Comparece espontaneamente aos contatos com amigos reeducandos que se encontrem internados em presídios do teu conhecimento, de maneira a prestares a esse ou aquele algum pequenino favor. Não desprezes a  leitura de alguma página esclarecedora, capaz de renovar-te os pensamentos.

 

Entrega-te ao serviço do Bem ao próximo, qualquer que ele seja, e faze empenho em esquecer-te, porque a voluntária destruição de tuas possibilidades físicas não só representa um ato de desconsideração para com as bênçãos que te enriquecem a Vida, como também será o teu recolhimento  compulsório  à intimidade de ti mesmo, no qual, por tempo indefinível, permanecerás no envolvimento de tuas próprias perturbações.

 

A prece é de valor inestimável para os que sofrem. Devemos orar sempre que estivermos diante de um desafio existencial, sempre que formos atingidos pelas provações da Vida. Nesse sentido, o Espírito suicida ou alguém que queira fugir da Vida, independentemente das causas geradoras do seu sofrimento, deve buscar conforto espiritual na prece. Em seguida, apresentamos alguns trechos de O evangelho segundo o espiritismo como ilustração.

 

XAVIER, Francisco Cândido. / Emmanuel - Pronto-socorro. Cap. 30.

 

 

 

 

"A calma e a resignação hauridas da maneira

de considerar a vida terrestre 

e da confiança no futuro dão

ao espírito uma serenidade que

é o melhor preservativo

contra a loucura e o suicídio".

 

(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V)

 

 

 

REFERÊNCIAS 

 

______. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 3. imp. Brasília: FEB, 2016.

______. Pronto-socorro. Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. 1. imp. Brasília: FEB; São Paulo: CEU,

______. Religião dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. 22. ed. 5. imp. Brasília: FEB, 2016.

______. PEREIRA, Yvonne, A. Memórias de um suicida. Pelo Espírito Camilo Cândido Botelho. 27. ed. 7. imp. Brasília: FEB, 2017